Devida a grande quantidade de pessoas que passaram por aqui no último post, resolvi dar um upgrade no blog, transformando-o em “site”! Pela primeira vez eu estou utilizando o blog com o novo domínio (raphagarcia.com)!
E pra recomeçar o blog, vou utilizá-lo, também pela primeira vez, para uma das funções a qual ele foi criado: divulgar shows e agenda das bandas que eu toco!
30/10/11 -BH Metal Fest (com a Silvercrow)
BH Metal Fest
A Silvercrow, banda da qual faço parte, está no cast deste grande festival de bandas organizado pela produtora Open The Gates. As melhores bandas de metal da cena de BH estão presentes neste cast! Excepcionalmente neste show, o ex-baixista da Silvercrow BRUNO ARANTES é quem vai tocar, pois neste dia estarei em São Paulo, no show do Aerosmith!
Data: 30 de outubro (Domingo)
Horário: 14h
Local: Casa Cultural Matriz (Rua Guajajaras, 1353 – Centro – Terminal Turístico JK – Belo Horizonte)
O pessoal do Senpuu Tokusatsu Clube me convidou e é com muita satisfação que serei um dos jurados na final do Concurso de J-Music que vai premiar uma das 4 bandas concorrentes com a gravação de uma Demo com 4 faixas no Estúdio Big Band!
As bandas são muito boas então escolher a melhor delas vai ser um trampo PESADO!
Data: 02 de novembro (quarta-feira)
Horário: 14h30 às 21h
Local: Casa Cultural Matriz (Rua Guajajaras, 1353 – Centro – Terminal Turístico JK – Belo Horizonte)
Ingressos Antecipados promocionais a venda nas lojas: R$ 10,00 (limitados)
Outra banda da qual faço parte, a Sweet Cats, fará show neste evento, tendo a oportunidade de dividir os palcos mais uma vez com a Sweet Sinners, banda muito brother nossa! Esse show vai ser bruto!
Data: 05 de novembro (sábado)
Horário: 21h
Local: Casa Cultural Matriz (Rua Guajajaras, 1353 – Centro – Terminal Turístico JK – Belo Horizonte)
Aconteceu nos últimos dias 8, 9 e 10 de setembro a segunda edição do IB&T Bass Festival em Belo Horizonte. Um evento sem precedentes na capital mineira, onde as portas do Evviva La Festa foram abertas para alguns dos melhores contrabaixistas do Brasil.
Alberto Magno (MG), em formato trio, abriu a primeira noite do festival com algumas músicas “lado B” de uma galera da boa como Richard Bona, Pat Metheny e outros. Marcelo Soares (SP), também com seu trio, veio para apresentar músicas do seu novo disco Condução Sonora.
A terceira atração da primeira noite ficou por conta de Adriano Campagnani (MG), e seu incrível trabalho ao lado de Augusto Rennó e Hugo Soares, apresentando músicas do seu recente trabalho chamado Galápagos.
Para fechar a primeira noite, Bráulio Araujo (PE), que já tocou com grandes nomes da música como Alceu Valença e Elba Ramalho, veio trazer a sonoridade do nordeste para BH, apresentando o Frevo de Maestro Spok, além do belo tema “Ilha”, homônimo de seu novo álbum.
Adriano Campagnani (foto: Frank Bitencourt)
A noite do segundo dia foi da pesada. Começou com Sandro Duarte (MG) abrindo os shows com seu quarteto e músicas de seu futuro disco, que será gravado em breve. Após ele, Beto Lopes (MG) chega com seu fretless destilando belos fraseados e temas juntamente com seu trio.
Após Beto Lopes, sobem ao palco João Souza e Michael Pipoquinha (SP). Este último, destaque no quadro “De Olho Nele” do Domingão do Faustão. A dupla, acompanhada de mais um baterista, fez muito bonito no palco, mostrando um belo entrosamento adquirido ao longo de aproximadamente 6 meses tocando juntos. Destaque para a desenvoltura de Michael Pipoquinha ao lidar com o público. Mesmo com apenas 16 anos de idade, o garoto já se mostra um músico profissional.
A atração seguinte quebrou tudo. Ney Neto (SP) veio com o baterista Dino Verdade e o guitarrista Dney Bitencourt. Além de mostrar muita virtuosidade nos pizzicatos e nos slaps, Ney também soube cativar toda a platéia com sua presença de palco. Destaques para os solos de bateria de Dino Verdade e para as duas últimas músicas tocadas por Ney e sua banda: uma foi um tema composto por Miquéias Santana, que morreu em um acidente em um mergulho no início de 2010. A segunda música é um destaque por conta da dobradinha entre Ney Neto e o mestre Celso Pixinga tocando juntos, relembrando os tempos do Two Four. Quem viu, viu.
Fechando a segunda noite, Thiago Espírito Santo (SP) sobe ao palco. Sem dúvidas é um músico que dispensa qualquer apresentação. Tocando temas de sua própria autoria, Thiago mostrou porque é conhecido e reconhecido nos Estados Unidos como um dos melhores baixistas de Jazz da atualidade. Eu, particularmente, prefiro chamá-lo de “o novo Jaco Pastorius”. Show impecável. Valeu cada centavo.
Thiago Espírito Santo (foto: Frank Bitencourt)
No terceiro dia, Pablo Juan (MG) abriu a noite com seu quarteto. Destaque para a difícil versão de “Norwegian Wood”, de Victor Wooten, que Pablo executou brilhantemente bem. Após ele, veio a apresentação de Filipe Marks (MG), produtor local do evento e grande músico. Tocando algumas músicas de seu projeto “Sonicboom” com o baterista João De Paula e outras músicas solo, sua apresentação teve destaque na versão que ele fez de “Human Nature”, de Michael Jackson.
E falando em música solo, Henrique Fontoura (RS) subiu ao palco para mostrar suas composições muito bem elaboradas em um baixo de 6 cordas. São canções bem melodiosas, com um ponto interessante que é o capotraste na 4ª casa das 5 primeiras cordas.
Após o Henrique, subiu ao palco o baixista divinopolitano Vagner Faria (MG). Com versões exclusivas para baixo solo, de músicas criadas para seu CD “Além do Olhar”, Vagner empolgou toda a platéia e mostrou a que veio. Destaque para a execução da música “U Can’t Hold No Groove”, de Victor Wooten, que Vagner emendou em uma das suas músicas.
A noite ainda estava terminando, mas a apresentação de Ronaldo Lobo levantou a galera. Com clássicos como o “Prelúdio em G” de Bach e “Wave” de Tom Jobim, Ronaldo Lobo apresentou, na prática, vários conceitos que ele havia ensinado em sua masterclass especial, realizada na Minueto Centro Musical, no mesmo dia. à tarde.
Aliás, falando em masterclass e aprendizados em geral, acredito que todo baixista que se preza já deve ter assistido pelo menos a uma vídeo-aula de slap, da última atração do festival. O nome dele é ninguém menos que CELSO PIXINGA (SP).
Utilizando seu Condor signature, seu captador hexafônico GK-3B da Roland e seu Loop Station da Boss, Pixinga deu um show à parte, mostrando o motivo de ser tão respeito e de não ser chamado de “mestre” à toa. Levadas de slap ultra rápidas e precisas. Feeling e técnicas precisas. Um show para fechar a noite, e todo o festival, com chave de ouro.
Celso Pixinga (foto: Rapha Garcia)
Minhas impressões pessoais:
O baixista é, definitivamente, um músico diferenciado. Além de saber ouvir a todos os instrumentos por conseqüência de sua função dentro de uma banda, ele sabe respeitar a hora de aparecer e a hora de deixar os outros aparecerem. O contrabaixo é um instrumento ímpar! É impressionante o quanto é agradável aos ouvidos as melodias e fraseados apresentados pelos grandes músicos que fizeram parte desse festival.
Com todo o respeito aos guitarristas, bateristas, tecladistas e todos os músicos de outros instrumentos, mas se o contrabaixo não fosse um instrumento tão agregador e a raça dos contrabaixistas não fosse tão tranquila de lidar, provavelmente esse festival não seria o sucesso que é, em todo o Brasil, desde 2006.
Alheio a isso, fiquei deveras impressionado com a humildade dos grandes músicos que vieram se apresentar. Músicos que tinham todas as condições para serem os mais “estrelas” do festival são, na verdade, um poço sem fim de humildade e gentileza. Estou falando de músicos do calibre de Thiago Espírito Santo, Ney Neto, Celso Pixinga, Ronaldo Lobo e tantos outros que vieram de fora de BH e trataram todo o público e a equipe de produção com tanto carinho e atenção.
O único ponto negativo que tenho a comentar é a falta de público. Com a média de 50 pessoas por dia (quando a produção esperava 80), vimos um contingente muito baixo, em relação ao nível das atrações que estavam se apresentando. Isso, sem contar na quantidade de gente que disse que ia aparecer no festival mas não foi, nas pessoas que ganharam ingressos em promoções e sequer procuraram para retirar os ingressos, sabe-se lá o porque… enfim… acontece.
Talvez, nos próximos anos, o festival tenha o reconhecimento que merece, tanto do público, da mídia, e de possíveis apoiadores e patrocinadores, que sequer se dignaram a querer saber um pouco mais, pensando que o festival seria apenas uma loucura de um cara que resolveu comprar essa ideia, tomar a frente e fazer acontecer isso a qualquer custo.
Em 2012 o festival promete ser ainda melhor, com mais atrações pesadas, e se tornando também, cada vez mais, uma vitrine para a apresentação de novos talentos. Parafraseando aquela campanha publicitária da Topper, posso dizer o seguinte: “IB&T Bass Festival. Isso ainda vai ser grande em Belo Horizonte.”
Se você foi ao festival neste ano, fica aqui o nosso MUITO OBRIGADO em nome de toda a equipe de produção, da qual eu faço parte. Se você não foi, eu sinto muito lhe dizer, mas você perdeu a chance de assistir o maior festival de contrabaixo do Brasil, com alguns dos melhores contrabaixistas do mundo. Aliás, bem feito! Isso é para você aprender a não perder o festival em 2012!
Equipe de produção (local e nacional) do IB&T Bass Festival, e mais alguns agregados, rs.
Se quiser conhecer mais sobre o festival, acesse os links abaixo: