Fala galera!
Aproveitando que voltei de férias há pouco tempo, resolvi dar uma passada na Serenata da Savassi para rever os amigos e ver as novidades em contrabaixos.
Já havia ouvido algumas especulações de que havia chegado um Fender Precision Bass Steve Harris Signature por lá. Pois qual não foi a minha surpresa ao chegar lá e constatar que ele realmente estava lá? Já havia visto um desses há aaaanos atrás, quando eu ainda nem tocava baixo e fiquei maravilhado. Hoje, com quase 10 anos de contrabaixo “nas carcunda”, tive a oportunidade de testá-lo.
Para ser sincero mesmo? Não gostei. Visualmente falando, o baixo é lindo, tem um acabamento impecável, escudo cromado (cromado mesmo, não pintado), pintura azul-real metálica, ponte Leo Quan Badass II e os captadores da Seymour Duncan SPB-1.
Mas… o contrabaixo tem o braço muito largo (quem curte o braço dos Warwick, vai gostar desse), as cordas flatwound da Rotosound deixam o som totalmente “mellow”. Isso, sem contar que o pedreiro do Steve Harris usa encordoamento .050! É quase um cabo de aço, rs. Enfim. Numa nota de 1 a 10, daria uma nota 5.5 pra ele, só pela tradição do nome e da marca.
Especificações:
Preço: Aproximadamente R$ 7.000,00
Modelo: Steve Harris Precision Bass®
Cor: Azul metálico real
Casas: 20
Trastes: Medium Jumbo
Marcações: Black Dots
Escala: Maple
Braço: Maple
Corpo: Alder
Headstock: Assinatura do Steve Harris na parte de trás do baixo
Ferragem das tarrachas: cromadas, Vintage Style Tuning Machine
Ponte: Leo Quan Badass® II
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Aproveitando, além desse belo baixo, tem um outro lá que é, no mínimo, curioso. É um Ibanez Ashula Bass, modelo SR2010ASC. Uma edição limitada, utilizada pelo baixista Franck Hermanny, da banda Adagio.
As especificações desse baixo são interessantes porque ele é um baixo híbrido. À primeira vista, o baixo parece ser um belo 6 cordas. Mas ele é um baixo de 4 cordas, com as duas últimas cordas duplicadas em formato de fretless. Eu vou explicar:
Nas cordas mais graves (E-A-D-G), ele possui trastes normalmente. E depois dessas 4 cordas, repetem-se as cordas D e G, só que sem trastes.
Além disso, a captação dele é um caso à parte: Ele possui a captação de cerâmica SONIC ARCH na ponte e no braço, sendo que estes captadores só pegam as 4 primeiras cordas com trastes. Nas cordas de fretless, há uma captação independente (também da SONIC ARCH), com um sistema individual de volumes e tones entre as duas partes. É interessante para poder mesclar os timbres.
Resumindo, esse é um baixo bem versátil e diferente. Dá pra brincar bastante com esse baixo e suas possibilidades. Eu, particularmente, trocaria as cordas dele, colocando um encordoamento padrão de baixo de 6 cordas, com a afinação B-E-A-D em trastes, deixando as cordas G e C nos fretless. Mas gosto é gosto!
(edit: descobri depois que o Franck Hermanny também utiliza a afinação de um baixo de 6 cordas normal neste baixo. Soa interessantíssimo!)
Particularmente falando, pelo preço que ele custa, eu não teria um. Mas, pela versatilidade, eu dou uma nota 6.5 para esse bichão.
Veja algumas fotos do bass:
Especificações:
Preço: Aproximadamente R$ 3.000,00
Modelo: Ibanez Ashula Bass – SR2010ASC
Cor: Madeira
Casas: 21
Trastes: Híbrido
Marcações: não tem
Escala: Rosewood
Braço: 5 peças de Jatobá/Bubinga
Corpo: Ash claro
Headstock: Assinatura do Steve Harris na parte de trás do baixo
Ferragem das tarrachas: cromadas
Ponte: Mono-rail IV
Ficou curioso para ver e ouvir este baixo em ação? Então clique aqui e veja o Franck Hermanny tocando.
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Então é isso aí. Espero que vocês tenham curtido essas novidades. Se vocês quiserem fazer um “test drive” neles, basta chegar lá na Serenata e pedir a algum vendedor para experimentar. Vale a pena conhecer!
Abração, pessoal!
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